HISTÓRIA DA CAPA
ALUCINAÇÃO 1976
Januário Garcia capturou Belchior com um olhar introspectivo, olhos fechados e fundo azul, um contraste vibrante que reflete a profundidade das canções.
O efeito de solarização (um processo de manipulação de imagem) deu um aspecto único e quase psicodélico, que remete à ideia de "alucinação" e ao "delírio com coisas reais" presente nas letras.
A imagem sintetiza a figura do nordestino que chega à cidade grande, com seu "canto torto" e visões cortantes, confrontando o mito do Nordeste e a realidade do Brasil.
Em plena Ditadura Militar, a capa, junto com as letras, funcionou como um manifesto de crítica e resistência, uma forma de expressar a desilusão e a busca por autenticidade.
A capa é vista como um autorretrato não só de Belchior, mas de uma juventude que buscava se reencontrar em meio a um contexto social e político complexo, onde "o passado é uma roupa que não nos serve mais".
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